domingo, 15 de novembro de 2009

Criancices e Macacadas


What can the study of young monkeys and apes tell us about the minds of young humans? In this fascinating introduction to the study of primate minds, Juan Carlos Gomez identifies evolutionary resemblances--and differences--between human children and other primates. He argues that primate minds are best understood not as fixed collections of specialized cognitive capacities, but more dynamically, as a range of abilities that can surpass their original adaptations.

In a lively overview of a distinguished body of cognitive developmental research among nonhuman primates, Gomez looks at knowledge of the physical world, causal reasoning (including the chimpanzee-like errors that human children make), and the contentious subjects of ape language, theory of mind, and imitation. Attempts to teach language to chimpanzees, as well as studies of the quality of some primate vocal communication in the wild, make a powerful case that primates have a natural capacity for relatively sophisticated communication, and considerable power to learn when humans teach them.

Gomez concludes that for all cognitive psychology's interest in perception, information-processing, and reasoning, some essential functions of mental life are based on ideas that cannot be explicitly articulated. Nonhuman and human primates alike rely on implicit knowledge. Studying nonhuman primates helps us to understand this perplexing aspect of all primate minds.

Apes, Monkeys, Children, and the Growth of Mind
Dr. Juan Carlos Gomez
Harvard University Press 2006 352 pages PDF 2,6 MB
http://depositfiles.com/files/ghddi8d42

The mirror neuron system


Topei com um artigo de Cattaneo & Rizzolatti (Arch Neurol. 2009;66(5):557-560) chamado The Mirror Neuron System, onde eles começam afirmando:

"Os neurônios espelho são uma classe de neurônios, originalmente descobertos no córtex prémotor de macacos, que emitem descarga tanto quando os indivíduos desempenham um dado ato motor como quando observam outros desempenharem o mesmo ato motor. Amplas evidências demonstram a existência de uma rede cortical com as propriedades de neurônios espelho (sistema-espelho - mirror system) em humanos. O sistema-espelho humano está envolvido na compreensão das ações de outros e das intenções por trás delas, e situa-se na base dos mecanismos da aprendizagem por observação".

C&R prosseguem explicando que "Os neurônios espelho foram descritos pela primeira vez no setor F5 do córtex prémotor ventral do macaco. Esses neurônios, como a maioria dos neurônios de F5, emitem descarga em associação com movimentos que tenham uma meta específica (atos motores). Não disparam quando um macaco executa movimentos simples, isto é, durante o deslocamento ativo de uma parte do corpo desprovido de objetivo específico". Também ficamos sabendo que o papel funcional dos neurônios espelho parietais frontais é entender ações executadas por outros de maneira automática, isto é, comparando-as com o repertório motor do próprio macaco que faz a observação. Só que, dizem eles, os neurônios espelho parietais dirigidos para uma ação não só codificam o ato motor observado (por exemplo, pegar alguma coisa) como também o objetivo da ação observada. Daí, hipotetizou-se que essa organização fornece um substrato neural para se compreender a meta da ação observada toda, antes que esta esteja concluída.

Já tratando então de adultos humanos normais e saudáveis, o texto chega a uma descrição da aprendizagem e do aperfeiçoamento motores:

"A ativação do sistema-espelho também se relaciona à experiência motora que o observador tem de uma dada ação. Isto ficou claramente demonstrado em experimentos que utilizam passos de dança como estímulos observados. Primeiro, doi demonstrado que, no observador, a quantidade de ativação-espelho se correlacionava com o grau de sua habilidade motora para aquela ação. Outro experimento descartou a possibilidade de que esse efeito possa ser devido à mera familiaridade visual com os estímulos. A observação de passos particulares de dançarinos masculinos produziu uma ativação-espelho mais forte em dançarinos profissionais masculinos do que (aqueles passos particulares) executados por dançarinas do sexo feminino, e vice-versa. Um outro estudo prospectivo demonstrou que os dançarinos que inicialmente não tinham experiência com certos passos apresentavam um aumento da ativação-espelho se passavam por um período de treinamento motor no qual se tornassem hábeis na execução daqueles mesmos passos".

Ainda que C&R dirijam a atenção final de seu artigo para considerações clínicas, sua introdução teórica brevemente descrita acima é criticada in anteoccupatio pelo excelente artigo de Gregory Hickok, "Eight Problems for the Mirror Neuron Theory of Action Understanding in Monkeys and Humans". Como esse artigo está disponível no link indicado, deixo ao leitor especializado a tarefa de destrinchá-lo. Note o leitor que uma característica desse artigo de Hickok, além da clareza, é a fluência no uso de um vocabulário interdisciplinar que inclui neurociência, linguística, anatomia e fisiologia.

Agora vou tratar do assunto que me levou a isso tudo: quando comecei a jogar sinuca, diziam-me (acertadamente) que só se aprende direito jogando com quem sabe. Fazer isso não só é um exercício de humildade, porque você vai perder todas, como é um exemplo de ativação de um sistema-espelho (mirror neuron system). Para ser um craque, um perito, um expert, só com 10.000 horas de treinamento, como indica a literatura (por exemplo, Ericsson, K. A., R. Th. Krampe, and C. Tesch-Römer, 1993, ‘The role of deliberate practice in the acquisition of expert performance.’ *Psychological Review*, 100: 363-406; Malcolm Gladwell, The Outliers; Omahen DA. The 10,000-hour rule and residency training. CMAJ June 9, 2009;180(12):1272; e muitos outros). A veterinária americana Beth Davidow diz o seguinte: "Parece que o número de horas necessárias para se chegar ao status de especialista é de umas 10.000. Acho isso interessante por muitas razões. A primeira é pensar quanto tempo leva para se chegar a esse número. Se v. trabalha 40 horas por semana, 50 semanas por ano, isso dá umas 2000 horas anuais praticando seu negócio. Assim, se v. ficar no mesmo emprego, provavelmente, de modo realista, leva uns cinco anos para ser excepcional no que v. faz. Isso não se aplica se v. trabalhar por meio expediente, se tirar férias, se mudar de emprego ou de profissão. Lá no fundo, para mim faz sentido".

Tell me a lie: dá para jogar sinuca 40 horas por semana, 50 semanas por ano, durante cinco anos? Craro que não, Creide. Uma das ações atenuantes é v. ativar seu sistema-espelho enquanto joga: assim que fizer seu lance, preste bastante atenção no que o(s) seu(s) oponente(s) faz(em), se dá certo ou não, como foi feito, etc. Seu sistema-espelho e seus neurônios motores vão aprendendo e v. passa a jogar melhor, passando de "pangaré dendágua" a "esse cara até que joga direitinho".

sábado, 14 de novembro de 2009

Carole King


Este é um grande lançamento, sem dúvida. Quem não conhece CK? Aqui no Bananão só foram lançados uns 3 ou 4 discos dela, mas veja pela listagem abaixo (e em sua biografia da revista Rolling Stone) que a quantidade é bem maior. O último foi Jazzman, de 2008, cuja capa horrorosa está aí do lado (não parece aquela prima americana da prefeita de PiriPiri desfilando no carnaval de 1956?).
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One To One 2007
The Full Discover Package 2007
Love Makes the World 2007
Natural Woman 2005
The Living Room Tour 2005
Super Hits 2000
Tapestry [Bonus Tracks] 1999
The Carnegie Hall Concert 1996
Pearls/Time Gone By 1995
A Natural Woman: The Ode Collection (1968-76) 1994
The Ode Collection (1968-1976) 1994
Time Gone By 1994
In Concert 1994
Colour of Your Dreams 1993
City Streets 1989
Speeding Time 1983
Pearls: Songs of Goffin and King 1980
Her Greatest Hits: Songs Of Long Ago 1978
Thoroughbred 1976
Really Rosie 1975
Really Rosie/Her Greatest Hits/... 1975
Wrap Around Joy 1974
Fantasy 1973
Rhymes & Reasons 1972
Music 1971
Tapestry 1971
Writer 1970

Sua biografia, na revista Rolling Stone, pode ser lida aqui.

Carole King - 1994 - The Ode Collection [1968-1976] Vol.1 + 2
Singer/Songwriter MP3 320 Kbps 130 + 119 MB

Volume 1
01 - Hi-De-Ho
02 - Wasn't Born To Follow
03 - Up On The Roof
04 - Child Of Mine
05 - I Feel The Earth Move
06 - So Far Away
07 - It's Too Late
08 - Home Again
09 - Beautiful
10 - Way Over Yonder
11 - You've Got A Friend
12 - Where You Lead
13 - Will You Love Me Tomorrow
14 - Smackwater Jack
15 - Tapestry
16 - (You Make Me Feel Like) A Natural Woman
17 - Music18 - Brother, Brother
Part 1
Part 2

Volume 2
01 - Sweet Seasons
02 - Pocket Money
03 - It's Going To Take Some Time
04 - Bitter With The Sweet
05 - Goodbye Don't Mean I'm Gone
06 - At This Time In My Life
07 - Been To Canaan
08 - Ties That Bind
09 - Corazon
10 - Believe In Humanity
11 - Jazzman12 - Wrap Around Joy
13 - Nightingale
14 - Really Rosie
15 - Alligators All Around
16 - There's A Space Between Us
17 - Only Love Is Real
18 - You've Got A Friend
Part 1
Part 2

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Mozart - A Flauta Mágica


Diz por aí que Die Zauberflöte é a ópera mais apreciada de Mozart. Entre os que pensam dessa maneira estão os criadores do blog Sic Transit Opera Mundi, porque colocaram 16 interpretações dessa obra à nossa disposição, em gravações que vão de 1954 a 2005. É uma auspiciosa coincidência que a melhor capa dos discos seja a da gravação de 1954, porque o retrato de Ferenc Fricsay remete ao elemento mais importante da obra: a música. Há um trecho de Gerald Abraham que justifica essa ênfase:

"Ninguém sai de uma apresentação da Flauta Mágica preocupado com a confusa motivação dramática ou com os violentos contrastes de estilo musical, entre a palhaçada e a solenidade, ou por causa da falta de coerência na criação dos personagens, até mesmo dos seres humanos mais normais dessa ópera, Tamino e Pamina. Não é mais perturbador do que aquilo que sente ao sair de um sonho. Quando Die Zauberflöte é experimentada em um teatro, a impressão final, total, é a de um sonho à De Quincey, no qual o segredo último do universo foi revelado - e infelizmente esquecido quando se acorda. O que é lembrado vividamente é a sonoridade de tudo - algo como as sonoridades verbais que foram tudo que Coleridge pôde se lembrar de seu sonho de Kubla Khan: os diferentes planos de sonoridade, o plano frio e anfractuoso da Rainha da Noite, o plano dourado e transparente dos meninos e das Damen" etc. (in: The Mozart Companion, edit. Landon & Mitchell. Faber, 1965, p. 312).

Entre as interpretações da ópera, existe uma reunião de cantoras que arrepia os pelinhos do braço:

Sarastro - Gottlob Frick
Tamino - Nicolai Gedda
Sprecher - Franz Crass
Eingeweihter - Franz Crass
Konigin der Nacht - Lucia Popp
Pamina - Gundula Janowitz
Erste Dame - Elisabeth Schwarzkopf
Zweite Dame - Christa Ludwig
Dritte Dame - Marga Höffgen
Erster Knabe - Agnes Giebel
Zweiter Knabe - Anna Reynolds
Dritter Knabe - Josephine Veasey
Papagena - Ruth Margret Pütz
Papageno - Walter Berry
Monostatos - Gerhard Unger
Erster Geharnischter - Karl Liebl
Zweiter Geharnischter - Franz Crass
Erste Priester - Franz Crass
Zweiter Priester - Gerhard Unger
Dritter Priester - Tancred Smult
Philharmonia Orchestra & Chorus
Otto Klemperer, 1964

Os links estão no Sic Transit Opera Mundi. O resto é contigo.
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Whoa, também temos um livro:
Burton D. Fisher, Mozart's The Magic Flute
Opera Journeys Publishing 2001 132 pages PDF 1,1 MB
A comprehensive guide to Mozart's immortal The Magic Flute (Die Zauberflote), featuring insightful Commentary and Analysis, complete Story Synopsis with 30 Music Examples, a complete newly translated libretto with Music Examples, Discography, Videography, and a Dictionary of Opera and Musical Terms.
http://rapidshare.com/files/182900459/1930841426.zip
ou
http://uploading.com/files/MQQHS6DU/1930841426.zip.html

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Tom Waits


Tom Waits dando a volta ao mundo em 2008, para nosso doce de-leite. Parece que o segundo CD traz apenas aquelas histórias malucas que ele conta durante seus shows - não sei, porque acabei de descobrir esse download e ainda não ouvi.

Artist: Tom Waits
Album: Glitter and Doom Live
Released: 2009 Style: Blues Rock
Format: MP3 Size: 146 Mb

CD1:

01 - Lucinda Ain’t Goin Down (Birmingham - 070308)

02 - Singapore (Edinburgh - 072808)

03 - Get Behind the Mule (Tulsa - 062508)

04 - Fannin Street

05 - Dirt in the Ground (Milan - 071908)

06 - Such a Scream (Milan - 071808)

07 - Live Circus (Jacksonville - 070108)

08 - Goin’ out West (Tulsa - 062508)

09 - Falling Down (Paris - 072508)

10 - The Part You Throw Away (Edinburgh - 072808)

11 - Trampled Rose (Dublin - 080108)

12 - Metropolitan Glide (Knoxville - 62908)

13 - I’ll Shoot the Moon (Paris - 072408)

14 - Green Grass (Edinburgh - 072708)

15 - Make It Rain (Atlanta - 070508)

16 - Story (Columbus - 062808)

17 - Lucky Day (Atlanta - 070508)

CD2:01 - Tom Tales

DOWNLOAD LINKS:

CD1:
UPLOADING: PART 1 PART 2
DEPOSITFILES: PART 1 PART 2
HOTFILE: PART 1 PART 2

CD2:
UPLOADING: DOWNLOAD
DEPOSITFILES: DOWNLOAD
HOTFILE: DOWNLOAD
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Nota, em 12 de novembro: gravei, ouvi e não gostei. Só para fãs de carteirinha.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Chomsky - Of Minds and Language


Contents
1 Introduction 1
Massimo Piattelli-Palmarini, Pello Salaburu, and Juan Uriagereka
Aqui, os três editores/autores explicam:

"O livro é dividido em quatro partes, quase à maneira de um contraponto musical. As Aberturas oferecem, em conjunto, introduções diferentes mas complementares ao tema central desse livro: perspectivas biológicas sobre a linguagem e funções cognitivas relacionadas. Todas essas apresentações são não-técnicas, e as consideramos acessíveis para leitores de diferentes formações/backgrounds. A segunda parte, Sobre a Linguagem, é uma tentativa multifacetada de inscrever as fronteiras de uma abordagem da linguagem vista como objeto natural e, portanto, da linguística concebida como parte das ciências naturais. A terceira parte, Sobre a Aquisição, concentra-se em como é possível que toda criança normal faça uma convergência tão rapidamente e com tanta eficiência com relação à língua específica da comunidade que a cerca. Como nas partes finais de uma fuga musical, as investigações da parte 4 (Conversas Francas sobre Investigações Abertas) introduzem domínios que dialogam com, mas também tentam ultrapassar, os atuais interesses/assuntos da teoria linguística (ética, estética, diferenças individuais, correlatos neurais da emoção e da prosódia, e assim por diante)".

PART 1: OVERTURES

Aqui, eles comentam:

"Em seus comentários iniciais, Chomsky redesenha a história essencial do campo da biolinguística e nos transporta até o cenário atual. Os capítulos seguintes exploram, de diferentes ângulos, os contornos atuais de uma biologia da linguagem. Esta parte poderia ser caracterizada, parafraseando um famoso estudo de W. S. McCulloch, como uma tentativa de dar resposta à questão 'O que é a biologia, supondo-se que a linguagem possa ser parte dela?'"
2 Opening Remarks 13
Noam Chomsky
Discussion
3 The Nature of Merge: Consequences for Language, Mind,
and Biology 44
Cedric Boeckx
Discussion
4 The Foundational Abstractions 58
C. R. Gallistel
Discussion
5 Evolingo: The Nature of The Language Faculty 74
Marc D. Hauser
Discussion
6 Pointers to a Biology Of Language? 85
Gabriel Dover
Discussion
7 Language in an Epigenetic Framework 97
Donata Vercelli
Discussion
8 Brain Wiring Optimization and Non-genomic Nativism 108
Christopher Cherniak
Discussion

PART 2: ON LANGUAGE

O outro lado da questão:

"Ainda no mesmo espírito da questão de McCulloch, a segunda parte desse livro poderia ser caracterizada como uma tentativa de dar resposta a uma questão simétrica à anterior: O que é a linguagem, supondo-se que possa fazer parte da biologia? Esse tema geral é desenvolvido aqui de diversas maneiras, até mesmo conflitantes. Talvez seja útil ter em mente que James Higginbotham reconhece, ao final da conferência, que ele e Luigi Rizzi se identificam, pelo menos em certo sentido, como biólogos abstratos - uma caracterização que provavelmente descreve bastante bem todos os especialistas em linguagem que apresentam suas opiniões nesta seção. Dito isso, é bem natural que os 'filósofos da natureza' explorem pontos de vista como esses, discordando racionalmente quandos as evidências forem conflitivas".

9 Hierarchy, Merge, and Truth 123
Wolfram Hinzen
Discussion
10 Two Interfaces 142
James Higginbotham
Discussion
11 Movement and Concepts of Locality 155
Luigi Rizzi
Discussion
12 Uninterpretable Features in Syntactic Evolution 169
Juan Uriagereka
Discussion
13 The Brain Differentiates Hierarchical and Probabilistic Grammars 184
Angela D. Friederici
Discussion
14 Round Table: Language Universals: Yesterday,
Today, and Tomorrow 195
Cedric Boeckx
Janet Dean Fodor
Lila Gleitman
Luigi Rizzi
General Discussion

PART 3: ON ACQUISITION

"Desde que Chomsky acentuou a importância de se chegar a uma 'suficiência explicativa' (explanatory adequacy) para qualquer teoria linguística, todas as hipóteses sobre processos, mecanismos, limitações e computações que não estejam supostamente disponíveis de modo inato têm que responder pela possibilidade de aquisição pela criança com base no input linguístico normal. Por exemplo, é uma real generalização descritiva do inglês que todos os verbos derivados do latim são regulares (formam o pretérito utilizando o sufixo -ed). Mas como isso é patentemente uma generalização à qual a criança monolíngue que está adquirindo o inglês não tem acesso, uma teoria baseada em tal generalização não tem qualquer suficiência explicativa. Esta parte do livro oferece diversas abordagens interessantes às teorias e aos dados de pesquisadores que são altamente sensíveis à suficiência explicativa, a partir de vários ângulos".

15 Innate Learning and Beyond 223
Rochel Gelman
Discussion
16 The Learned Component of Language Learning 239
Lila Gleitman
Discussion
17 Syntax Acquisition: An Evaluation Measure After All? 256
Janet Dean Fodor
Discussion
18 Remarks on the Individual Basis for Linguistic Structures 278
Thomas G. Bever

PART 4: OPEN TALKS ON OPEN I N Q U I R I E S

19 The Illusion of Biological Variation: A Minimalist Approach
to the Mind 299
Marc D. Hauser
Discussion
vi contents
20 What Is There in Universal Grammar? On Innate and Specific
Aspects of Language 329
Itziar Laka
Discussion
21 Individual Differences in Foreign Sound Perception:
Perceptual or Linguistic Difficulties? 344
Núria Sebastián-Gallés
Discussion
22 Language and the Brain 352
Angela D. Friederici
Discussion
23 Conclusion 379
Noam Chomsky
Discussion

No texto/discurso de conclusão de Chomsky, virtualmente todas as pontas que ficaram soltas durante a conferência finalmente se juntam. Compartilhando conosco suas singulares impressões, perplexidades, comoções e segundas reflexões - e aglutinando algumas das questões discutidas durante a conferência, além de sugerir disparidades entre outras - Chomsky refaz as principais linhas de desenvolvimento da iniciativa gerativa. Com seus vastos conhecimento e perspectiva, após reconstruir os antecedentes históricos ele insiste na estranheza da amnésia que acometeu as ciências cognitivas na duas últimas décadas. Muitos dos problemas fundamentais que ainda definem (e deveriam) a agenda de nosso entendimento da mente em funcionamento, como ela evoluiu e se desenvolve, e como está incorporada no cérebro, foram discutidos abertamente a partir do século 18, mas parecem ter sido parcialmente esquecidos em nossa época. Talvez a mensagem mais duradoura de Chomsky neste livro, a nosso ver plena de humildade e visão, é que um vislumbre do futuro deve ser acompanhado por uma redescoberta do passado intelectualmente relevante".

References 411
Index 443

Of Minds and Language: A Dialogue with Noam Chomsky in the Basque Country

domingo, 8 de novembro de 2009

Lesser Ury




Lesser Ury, pintor alemão (1861-1931).

Pirateado do Wood's Lot
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